Os estilos de uso dos espaços virtuais e as redes sociais na pedagogia: um estudo exploratório

Adriana Aparecida de Lima Terçariol, Daniela Melaré Vieira Barros

Abstract


Este relato apresenta resultados parciais da investigação em desenvolvimento junto ao Programa de Pós-Doutorado vinculado à Universidade Aberta – Portugal, Departamento de Educação e Ensino a Distância. Os dados e análises apresentados se referem a um estudo exploratório. Este estudo consistiu em verificar os estilos de uso do espaço virtual, predominantes em uma turma de estudantes de Pedagogia, assim como analisou algumas de suas percepções em relação à aplicação das redes sociais no processo de ensino e aprendizagem. Foram sujeitos desta etapa da pesquisa estudantes do curso de Pedagogia, da disciplina Tecnologias Aplicadas à Educação, ofertada online, por uma instituição de ensino superior da rede privada do Estado de São Paulo / Brasil. Os resultados mostraram a importância de se identificar os estilos de uso do espaço virtual, de modo que o docente tenha elementos para projetar atividades a serem desenvolvidas por esses estudantes, contemplando estilos mais evidenciados, a partir do uso criativo dos espaços online, em especial das redes sociais. Notou-se ainda a partir das falas dos estudantes que acreditam que o uso das mídias sociais pode ampliar as oportunidades de aprendizado individual e colaborativo, contribuindo para o incentivo da ação investigativa e da autoria em contextos educacionais.


Keywords


educação; estilos de uso dos espaços virtuais; redes sociais; formação inicial de professores.

References


Alexandre, C.; Peres, F. (2011). A Educação que motiva: O uso de rede social e jogos a favor da aprendizagem significativa. Hipertextus Revista Digital (www.hipertextus.net), n.7, Dez. Recuperado de: http://www.hipertextus.net/volume7/04-Hipertextus-Vol7-Carla_Alexandre-Flavia_Peres.pdf

Alonso, C. M.; Gallego, D. J. y Honey, P. (2002). Los estilos de aprendizaje: procedimientos de diagnóstico y mejora. Madrid: Mensajero.

Balbe, M. M. G. A. (2003). A interlocução entre professor tutor e aluno na educação a distância. Educar em Revista, Curitiba, 21, 01-10. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40602003000100014&lng=pt&nrm=iso

Barcelos, G. T.; Passerino, L. M. y Behar, P. (2011). A. Redes sociais na internet: ambiente pessoal de aprendizagem na formação de professores iniciantes de matemática. CINTED-UFRGS Novas Tecnologias na Educação. v. 9 nº 1, julho. Recuperado de: http://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/21902/12706

Barros, D.M.V. (2013) Estilos de aprendizagem e o uso das tecnologias. De facto editores: Santo Tirso, Portugal.

Barros, D. (2011). Pedagogical criteria of learning styles in virtual for evaluation of Virtual learning environments (vle). In T. Bastiaens & M. Ebner (Eds.), Proceedings of EdMedia: World Conference on Educational Media and Technology 2011 (pp. 2662-2667). Association for the Advancement of Computing in Education (AACE).

Barros, D. M. V. (2009). Estilos de uso do espaço virtual: como se aprende e se ensina no virtual? Inter-Ação: Rev. Fac. Educ. UFG, 34 (1): 51-74, jan./jun. Recuperado de: https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/2052/1/artigo%20Daniela.pdf

Bueno, M. O. B. (2014). Cultura digital e redes sociais: incerteza e ousadia na formação de professores, 110 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande. Recuperado de:

Brasil, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação. (2002). Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Recuperado de: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/009.pdf

Brito, R. R. et al. (2014). O uso das redes sociais no ensino à distância. Recuperado de: http://editorarealize.com.br/revistas/fiped/trabalhos/Modalidade_2datahora_15_06_2014_22_50_46_idinscrito_98_d9e4bea98b0e3495f375334535b29997.pdf

Castells, M. (2001). La Galaxia Internet. Barcelona: Areté.

Censo EaD.BR (2015). Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil 2014 = Censo EAD.BR: Analytic Report of Distance Learning in Brazil/[traduzido por Maria Thereza Moss de Abreu]. – Curitiba: Ibpex. Recuperado de: http://www.abed.org.br/censoead2014/CensoEAD2014_portugues.pdf

Cerqueira, T. C. S. (2006). O professor em sala de aula: reflexão sobre os estilos de aprendizagem e a escuta sensível. Revista de Psicologia, São Paulo, 7(1), 29-38. Recuperado de: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-73142006000100005&lng=pt&nrm=iso

Demo, P. (1997). Educar pela Pesquisa. 2.ed,Campinas: Editores Associados.

Freitas, R. L. A. (2001). As novas tecnologias e o novo paradigma da educação: fundamentação e a produção da Escola do Futuro da USP. Dissertação (Mestrado). São Paulo: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Gallego, D. J.; Alonso, C. M.; Barros, D. M. (2015). Estilos de Aprendizaje: desafios para una educación inclusiva e innovadora. Coleção Estudos Pedagógicos – Dinâmicas Educacionais Contemporâneas. 1ª ed. WhiteBooks - Santo Tirso.

Goulão, M.F. (2002). Ensino Aberto a Distância: Cognição e Afetividade (Tese de doutoramento não publicada). Universidade Aberta: Lisboa, Portugal.

Jung, K. M. (2017). A pesquisa na formação do professor. Recuperado de:

http://euler.mat.ufrgs.br/~vclotilde/disciplinas/pesquisa/texto_Jung.pdf

Kenski, V. (2008). Educação e Comunicação: Interconexões e convergências. Revista Educação e Sociedade, Campinas, vol. 29, n. 104 – Especial, p. 647- 665.

Kerckhove, D. (1995). A pele da cultura. Lisboa: Relógio D´agua.

Kerckhove, D. (1999). Inteligencias en conexión: hacia una sociedad de la Web. Barcelona: Gedisa.

Kolb, D.A.; Smith, S. (1996) User's guide for the learning-style inventory: A manual for teachers and trainers. Boston, TRGHayGroup.

Kolb, D. (1984). Experiential Learning: Experience as the source of learning and development. New Jersey: Prentice Hall.

Kuri, N. P.; Silva, A. N. R.; Pereira, M. A. (2006). Estilos de Aprendizagem e Recursos da Hipermídia Aplicados no Ensino de Planejamento de Transportes. Revista Portuguesa de Educação, Braga, 19(2). Recuperado de: http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s0871-91872006000200006&lng=pt&nrm=iso

Lacerda, A. L.; Silva, T. (2015). Materiais e estratégias didáticas em ambiente virtual de Aprendizagem. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, 96 (243), 321-342. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-66812015000200321&lng=pt&nrm=iso

Lévy, P. (1993). As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34.

Lévy, P. (1996). O que é virtual?. São Paulo: Editora 34.

Lopes, L. F. et al. (2014). Redes sociais no processo de ensino-aprendizagem na EaD. Recuperado de: http://www.abed.org.br/hotsite/20-ciaed/pt/anais/pdf/117.pdf

Martins, B. S. B.; Oliveira Neto, J. C. S.; Aquino, F. J. A. (2013). O uso de redes sociais na EaD: integração do facebook no AVA Solar 2.0. COBENGE. XLI Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia. Gramado - RS. Recuperado de: http://www.fadep.br/engenharia-eletrica/congresso/pdf/117902_1.pdf

Mattar, J. (2013). Web 2.0 e redes sociais na educação. São Paulo: Artesanato Educacional, 2013, 191 p. - ISBN 978-85-64803-00-8. Resenha de: Joaquim, B. S. Resenha - Web 2.0 e redes sociais na educação. TECCOGS. ISBN: 1984-3585 n. 8, 166 p, jun. - dez. 2013. Recuperado de: http://www4.pucsp.br/pos/tidd/teccogs/resenhas/2013/edicao_8/1-web_2_redes_sociais_educacao-joao_mattar-bruno_santos_joaquim.pdf

Mello, D. E.; Barros, D. M. V. (2017). Didática do online: reflexões para o ensino superior. In: Mello, D. E.; Fernandes, T. Ensino Superior, Educação a Distância e eLearning. Práticas e Desafios.1ª ed. Santo Tirso – Portugal, pp. 41 – 55.

Oliveira, J. P. M. et al. (2003). Adaptweb: um ambiente para ensino aprendizagem adaptativo na Web. Educar em Revista, Curitiba, n. spe, 175-197. Recuperado de: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40602003000300009&lng=pt&nrm=iso

Okada, A.; Serra, A. R. C.; Ribeiro, S. F; Pinto, S. M. (2017). Competências-chave na era digital para coaprendizagem e coinvestigação. Recuperado de: http://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/3080/1/competencia-chave.pdf

Okada, A.; Barros, D. M. V. (2013). Os estilos de coaprendizagem para as novas características da educa (3.0). In: VIII International Conference on ICT in Education - Challenges 2013, 15-16th July 2013, Braga, Portugal. Recuperado de: http://oro.open.ac.uk/42573/1/Untitled.pdf

Okada, A. (2013). Ambientes emergentes para coaprender e co-investigar em rede. Recuperado de: http://oer.kmi.open.ac.uk/wp-content/uploads/2013/07/OKADAchallenges2013JUL.pdf

Okada, A. (2011). Colearn 2.0 – Coaprendizagem via Comunidades Abertas de Pesquisa, Práticas e Recursos Educacionais. Revista e-curriculum, São Paulo, v.7 n.1 Abril. Recuperado de: http://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/viewFile/5813/4128

Pereira, L. L. S.; Benite, A. M. C. (2012). Redes sociais como espaço de interações discursivas sobre formação de professores de ciências para a educação inclusiva. Investigações em Ensino de Ciências – V17(3), pp. 615-639. Recuperado de: http://www.if.ufrgs.br/ienci/artigos/Artigo_ID308/v17_n3_a2012.pdf

Pittinsky, M. (2006). La Universidad Conectada. Málaga. Ediciones Aljibe.

Santos, E.; Ponte, F. S.; Rossini, T. S. S. (2015). Autoria em rede: uma prática pedagógica emergente. Rev. Diálogo Educ., Curitiba, v. 15, n. 45, p. 515-536, maio/ago. Recuperado de: http://www.redalyc.org/html/1891/189141165008/

Santos, E.; Wechsler, S. (2008). Compreensão e consideração dos professores sobre estilos de aprender. Boletim Academia Paulista de Psicologia, São Paulo, 28 (1), 72-78. Recuperado de: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-711X2008000100009&lng=pt&nrm=iso

Severino, A. J. (2007). Metodologia do trabalho científico. 21. ed., São Paulo: Cortez.

Souza, T. F. M.; Cruz, D. M.; Amante, L. (2017). Letramentos Digitais na formação de estudantes online na universidade: contextos brasileiro e português. In: Mello, D. E.; Fernandes, T.; Ensino Superior, Educação a Distância e eLearning. Práticas e Desafios.1ª ed. Santo Tirso – Portugal, pp. 57 – 71.

Scholze, L. (2004). O perfil dos professores brasileiros: o que fazem, o que pensam, o que almejam. Pesquisa Nacional Unesco. São Paulo: Moderna.


Refbacks

  • There are currently no refbacks.